sexta-feira, 22 de julho de 2016
Santas Missões Populares em Buritirama – BA.
A Paróquia de São Gonçalo de Buritirama-Ba esteve em Santas Missões Populares de 11 a 16 de julho de 2016. A Paróquia São Gonçalo pertence à Diocese de Barra e o Bispo Diocesano é Dom Luís Cáprio. A Arquidiocese de Florianópolis é coirmã da Diocese da Barra e assim há pelo menos 17 anos, Missionários se deslocam à Bahia em Missão a cada ano. Este ano de 2016, foram 125 Missionários em três ônibus. A distância entre Florianópolis-SC e Buritirama-Ba é de 2.554 Quilômetros. Tema “A Misericórdia e o pecador arrependido” (Lc 15, 20) Lema “A Igreja é Missionária da Misericórdia de Deus” (Ad Gentes 2). Assim o ano da Misericórdia esteve muito presente em toda a Missão. A programação era muito intensa e os Missionários foram hospedados em casas de famílias na sede da Paróquia São Gonçalo e enviados às Comunidades do interior. Eu, juntamente com a Missionária Isabel e o Missionário Rodrigo, fomos encaminhados à Comunidade do Agreste, 60 Quilômetros ao interior. A Isabel reside em Oliveira dos Brejinhos-Ba e o Rodrigo em Barra, sede da Diocese e sendo natural de Campina Grande-Pb. Ficamos hospedados na Casa de Claudionor Rodrigues Mota e Laurita (Lita) Rodrigues Mota. Fomos calorosamente recepcionados pelas pessoas da Comunidade do Agreste na chegada e em seguida houve a Celebração da palavra, isso as 17:30 horas de 11/07/2016. Nos dias 12, 13, 14 e 15/07, visitamos todas as casas da Comunidade e com a bênção. Nosso dia iniciava sempre as 04:30 horas acordando com um foguete e as 05:00 horas caminhando pelo Agreste com a reza do terço. E todo dia no final da tarde, 17:00 horas Celebração da palavra ou Santa Missa. Tivemos a alegria em receber o Padre Antônio Schmitt, por três dias para celebrar conosco. Padre Antônio é natural de Antônio Carlos-SC e está em serviço Missionário na Bahia, onde permanecerá por três anos. Visitamos 66 casas e é emocionante ver a fé do povo do sertão, embora que falta quase tudo para eles. Precisam construir sua Igreja. Nestas Missões, o casal que acolheu os Missionários, Claudionor e Lita, colocou a disposição área de terra para no futuro se construir a Igreja da Comunidade. As celebrações nas Missões foram feitas a céu aberto. A falta da Igreja, não é motivo de reclamação dos fiéis e muito pelo contrário. Após as visitas as casas, todos estavam sempre presentes nas atividades de programação. Encontros especiais para os casais, para os jovens e as crianças foram feitos após as celebrações. Pode-se dizer que quase todos os moradores da Comunidade participaram ativamente no final, dia 16/07, as 09:30 horas da celebração do envio e da procissão até o terreno onde será construída a futura Igreja. A marca da Missão no terreno foi à fixação de uma cruz bruta, confeccionada em última hora e carregada com muita fé e esperança. As pessoas precisam receber catequese sobre todos os Sacramentos, uma vez que estes “Sinais de Vida” estão totalmente ausentes de suas vidas, por falta de quem os ensine. Nossa Missão precisa e deve ser permanente em todos os lugares. No dia 16/07, as 18:30 horas, Dom Luís Cáprio, celebrou a Santa Missa final das Santas Missões Populares com a presença de uma grande multidão em frente a Igreja de São Gonçalo em Buritirama. Deus seja louvado por tudo e que o Espírito Santo possa iluminar a todos que receberam a aceitaram a palavra do Senhor. Amém.
João Prim
Missionário e líder Comunitário.
Palhoça – SC
22/07/2016.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Somos todos Missionários do Senhor.
Todo o Cristão batizado é um Missionário do Senhor. E como Jesus Cristo, falou, a Messe é grande e são poucos os operários, (Missionários). Aliás, os batizados são muitos, mas poucos são os que assumem de verdade a sua Missão. Sem falsa modéstia, posso dizer que tenho procurado ser um Missionário desde a minha juventude e agora já sou um jovem um pouco mais passado da hora, porém com o Espírito de jovem ainda em dia. Nossa Missão deve acontecer em toda a nossa Vida e em todos os lugares. Não precisamos viajar para longe ou para o exterior para sermos Missionários. Precisamos sê-lo ao vizinho, se preciso for. Nossa Arquidiocese de Florianópolis é coirmã com a Diocese de Barras na Bahia e por muitos anos, todo ano uma equipe se desloca àquela Diocese com objetivo de pregar Missões. Em 2015, amigos que retornaram da Missão, com o Espírito renovado e cheio do espírito Santo, fizeram despertar em mim o mesmo desejo em poder servir um pouco mais distante daquilo que já é minha prática. Afinal já me considero um Missionário, pois em 32 anos de caminha no Movimento de Cursilhos de Cristandade e como coordenador deste Movimento por muitos anos nos mais diversos âmbitos, fez nascer em mim este Espírito. Agora terei a oportunidade e já estou ansioso de estar na comitiva rumo à Bahia. Embarcaremos no dia 08/07/2016 e com retorno programado para o dia 19/07/2016. Neste ano serão atendido duas Dioceses na Bahia, sendo que 90 Missionários irão à Diocese de Barras e à cidade de Buritirama. Outra equipe de 28 Missionários irão à Diocese de Barreiras e à cidade de Santa Rita. São três ônibus e a viagem será tipo comboio, ou seja, juntos na ida bem como no retorno. Minha experiência será em alguma Comunidade na Paróquia de São Gonçalo na cidade de Buritirama. Todos os Missionários participaram de pelo menos dois dias de formação e no meu caso foi em 10/04/2016, na Paróquia de Barreiros e no dia 19/06/2016, na Paróquia Sant’Ana na cidade de Canelinha com o envio solene de todos os Missionários em celebração com nosso Arcebispo, Dom Wilson.Muitas vezes criticamos os Meios de Comunicação Social e a modernidade de nossos dias, porque elas são usadas para o mal e para desvirtuar do caminho do bem. Porém nós Cristãos, devemos fazer uso desta ferramenta e fazer a diferença. Hoje, todos os Missionários já estão sintonizados em grupo de WhatsApp e ali todos estamos em oração e troca de mensagens positivas, voltadas a boa preparação espiritual de todos. É muito gostoso tudo isso e esta semana as horas e os dias voam e a ansiedade aumenta. Quero ser um simples servo do Senhor e que seja feito a vontade Dele e jamais a minha vontade. Quero ser um simples barro na mão do oleiro e quero deixar o oleiro me trabalhar. Quero ser fiel no meu pensar, no olhar, no agir em tudo que fizer. Senhor estou pronto, enviai-me.
João Prim
Líder comunitário e Missionário.
Palhoça – SC
04/07/2016.
domingo, 3 de julho de 2016
Algumas lembranças de uma família, que merecem permanecer acesas.
Num passado distante, contraíram matrimônio em Vargem Grande, Município de Águas Mornas, Norberto Prim e Maria Brick Prim. Quando já tinham nascido três filhos, Antônio, Emília e Osvaldo, resolveram se mudar para Santa Isabel no mesmo Município. Em Santa Isabel nasceram apenas mais dez filhos, sendo eles: Pedro Elói, Léo Francisco, José, Isabel, Nivaldo Paulo, João, Maria, Maurino, Judite e Maura Inês. Em 13/04/1971, faleceu o pai, com 58 anos quando a Maura Inês tinha sete anos e a mãe, precisou assumir a tarefa de mãe e pai. Todos nós aprendemos desde muito cedo de que devemos viver e praticar o bem em todos os lugares. Porque era exatamente isso que o pai ensinava em casa e nos muitos anos em que foi o Capelão que Ministrava os Cultos dominicais na Comunidade de Santa Isabel. Entre 1971 até o dia 20/06/2007, dia em que Mamãe completou sua Missão aqui, foram muitos encontros de feliz convivência e de muita harmonia. Mamãe soube muito bem dar o sentido da caminhada sem muitas palavras e ensinava com seu exemplo que jamais devemos cultivar pensamentos que desunem e que devemos valorizar o sentido de maior união. E o resultado desta prática está valendo até os dias de hoje. No dia do sepultamento, todos já definimos de que deveríamos continuar nos encontrando pelo menos uma vez por ano. Como ela nasceu em 07/07/1917 e faleceu em 20/06/2007, faltando apenas 17 dias para completar 90 anos, esse encontro deveria ser em junho ou julho e em clima de festa Junina ou Julina. E assim está acontecendo. A primeira festa foi organizada pela Judite em 2010 em Águas Mornas. Em 2011 foi preparado pelo José em sua casa em São José. 2012 festejamos na Fazenda do Sacramento – Águas Mornas, na casa da Isabel. Em 2013, no antigo Parque Primavera, do Nivaldo em Santa Isabel. 2014, nas instalações da Empresa Primalta, coordenado pelo Francisco Prim, genro da Emília, na Vargem Grande – Águas Mornas. E no ano de 2015, estivemos festejando na Comunidade Santa Cruz da Figueira – Águas Mornas e quem organizou foi a família do Osvaldo. Agora em 02/07/2016, realizamos a VII festa da família no Centro de Eventos Stefany, no Aririú – Palhoça. E os organizadores foram as famílias de Antônio (falecido) e João. É motivo de muito orgulho, podermos ter estes momentos de confraternização. O espírito de união e fraternidade ensinadas no passado ainda estão muito presentes em cada um de nós. E isso ficou cristalino na festa deste ano, assim como sempre tem acontecido. Em clima de muita brincadeira, nesta festa funcionou a cadeia/prisão, com os nomes de “ArraiáJato” “Atocha o feio” e “Seu minuto de fama”. Para prender alguém por um minuto, o prendedor tinha que pagar R$ 2,00 e esses valores ajudaram no custeio da festa. Com muita competência a Judite incorporou a figura de Delegada e sendo auxiliado pelo Everton, filho da Maria e Norival, filho da Isabel. Com muitas comilanças, típicas destas festas, todos devidamente trajados a caráter aconteceu a escolha do “Mister Jeca” e “Miss Jeca”. Saindo vencedores o José e a Marize, filha do Antônio. Todos foram premiados com “troféu Abacaxi” até a quarta colocação entre os meninos e as meninas. Com um sabor delicioso de recordação e fazendo nossos pensamentos voltarem ao passado por mais de 40 anos, foram as fotos e Vídeos catalogados pela Giane, minha filha e que foram sendo mostradas durante toda a festa. Muitos ficaram emocionados e com a certeza de que sempre estivemos e continuamos firmes nos traços ensinados lá no passado distante. Tenho orgulho por pertencer a esta linda família de Norberto e Maria Brick Prim. E que venham muitos “Encontros de Confraternização” festejados como festa e/ou como celebração da Vida. Deus seja louvado por tudo, afinal é dele que depende tudo aqui, nós somos apenas servos do Senhor.
João Prim
Nono filho desta linda família.
Palhoça – SC
03/07/2016.
domingo, 29 de maio de 2016
Já existe um fio de esperança no horizonte
Considerando que gosto não se discute e por isso há que os gostam mais do outono e inverno. A minha preferência é sempre por primavera e verão e assim já posso dizer que estamos caminhando para o final do inverno. Vemos que tudo está destruído pelas constantes e intensas geadas e neves, mas renasce um fio de esperança. O sol brilhará com mais intensidade e seu calor reaquecerá todos os corações congelados e aflitos pelas penumbras das estações anteriores. Assim é em tudo na nossa Vida. Nós carregamos sempre em tudo o reflexo daquilo que vivemos no passado, aproveitando o melhor no presente e deslumbrando sempre um futuro melhor e mais sereno. A introdução, para dizer que não é diferente com a Vida política de um País. Entramos num ciclo em 2003, que abria uma linda primavera ao povo do nosso querido Brasil. Porém o que era repleto de esperanças, aos poucos foi se transformando em desilusão e desespero. Aqui quero abrir uns “Parênteses”, para dizer, que mesmo com muita euforia que parecia realidade no Brasil, eu jamais acreditava em nada daquilo que se divulgava. Sempre disse, sempre escrevi e sempre tive a convicção de que era tudo mascarado e mentiroso. Quantos absurdos. Chegaram até anunciar o total pagamento de nossa dívida externa e em troca ganharam mais uma eleição. Durante muitos anos, as Empresas públicas eram tratadas como sendo de propriedade privada das autoridades do poder e assim elas foram literalmente saqueadas. A corrupção era a principal pasta do Governo e através dela, se construía a perpetuação no Poder. Só isso era importante. As pessoas, o bem estar delas e os serviços básicos em favor do povo, foram sendo deixado de lado, um verdadeiro lixo. Eu sempre aprendi que “Deus escreve certo por linhas tortas”. Por pura inspiração divina que as coisas foram se clareando e um fio puxado após outro em um novelo, os escândalos foram sendo clareados um a um e com muitas “delações premiadas”, um País perverso e falido foi descoberto como real. Ainda falta muito, porém creio que estamos no caminho certo. Creio também que muitos dos que ainda posam de justos e justiceiros, em breve cairão no mesmo descrédito, porque um fio vai ser puxado e os atingirá. Isso também é positivo. Afinal está na hora de se passar o Brasil a limpo em todos os âmbitos e passando por todos os poderes, Federal até Municipal. Passando pelo Executivo, Legislativo e Judiciário. Assim sendo, sairemos do inverno e poderemos entrar na tão sonhada primavera, onde flores novamente hão de brotar e novas esperanças realizar no coração de Brasileiro. Isso acontecerá em breve? Não creio. Por tantas sangrias que houve, tenho certeza que deveremos alimentar nossas esperanças em pequenas realizações. Porém para que possamos novamente sonhar e comemorar vai demorar muitos e longos anos. Mas para podermos chegar ao paraíso, é preciso viver uma vida regrada com boas práticas e com perseverança, às vezes por uma vida inteira. Com a certeza que as próximas gerações poderão colher resultados mais promissores. Eu sempre construí minha Vida nestes princípios e confesso que nos últimos anos, já tinha perdido a esperança. Porém agora já vejo novamente um fio de esperança no horizonte. É preciso que todos nos unamos em torno de um projeto chamado Brasil e com muita honestidade e sem corrupção. Isso é possível? Com certeza é possível. Basta que acreditemos e que cada um de nós faça a sua parte. Eu procuro fazer e bem feito a minha parte. E então? Vamos nos unir?
João Prim
Líder Comunitário.
Palhoça – SC
29/05/2016.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
A autossuficiência das gerações na atualidade.
Definitivamente vivemos tempos bem diferentes daqueles que a minha geração viveu e muito diferentes daquilo que meus pais e avós viveram. No passado era comum uma família criar muitos filhos. Famílias enormes com muitas dificuldades, porém a casa cheia de felicidade e repleta de valores espirituais e morais. O ensino escolar ficava em segundo plano e normalmente não era prioridade dos pais. Alguns estudavam, por iniciativa própria e a maioria se virava pela vida, com a escola do mundo. Depois entrou de uma maneira geral a ideia de se ter menos filhos e dar condições de estudo até a formação em alguma Universidade. Na mesma época entrou a necessidade de pai e mãe trabalharem e muitas coisas ficaram para trás e entre elas, os valores fundamentais. Hoje, as pessoas em geral ainda acreditam em Deus, porém esse Deus é um valor distante e sem comprometimento. O meu Deus me protege e isso basta. Eu não preciso fazer nada e me sinto como o dono dos valores que fazem parte de mim. No fundo pensa-se que Deus não existe e este é o principal motivo da indiferença. E o resultado disto tudo são as pessoas cada vez mais curtindo a vida e deixando Deus de lado. O bom da vida acontece quando conseguimos manter equilibrados três valores. Valores materiais, morais e espirituais. Corremos igual maluco atrás das coisas materiais e achamos que tudo depende deles e que só eles se bastam para vivermos bem e sermos felizes. Os valores morais são esquecidos, quando damos atenção aos meios de comunicação que ensinam exatamente o contrário daquilo que outrora se aprendia e se praticava. Os valores espirituais ficam em terceiro plano e normalmente Deus é lembrado só quando aparecem grandes dificuldades e mesmo assim essa lembrança é momentânea e assim que a emergência está resolvida, volta novamente à autossuficiência. Nossa felicidade só é completa, quando sabemos equilibrar a vida nos três valores de maneira igual. Precisamos estar vigilantes e ensinar os filhos e netos desta maneira. Não se tem notícias, quando no passado em famílias numerosas, houvesse tanto “Stress e depressão” como acontece hoje. Isso não explica alguma coisa para nós hoje em dia? Particularmente, me sinto realizado por ter procurado em minha vida, este equilíbrio dos valores por igual. Jamais faltou algo em minha vida ou tempo perdido os trabalhos realizados de maneira voluntária em favor da comunidade. É uma vida vazia quando se vive de uma maneira voltada somente ao seu bem estar. Nossa vida acontece como realidade no momento da concepção e ela precisa ser conservada e preservada desde o seu início até o seu final de maneira natural. Passamos por aqui com uma missão muito linda. Fazer com que o mundo fique melhor e mais cheio de valores, só porque nós passamos por aqui. Precisamos nos ajudar e fazer tudo o que é possível pelo bem comum. Assim, quando formos chamados a fazer a passagem desta vida a vida eterna, devemos fazê-la com a firme esperança de nos encontrar com o Deus da vida. Assim nossa missão estará completa e terá valido a pena por termos nascido e termos vivido aqui. A autossuficiência de hoje faz com que se vive sem segurança e nos apavoramos em qualquer dificuldade. Sem querer e sem consciência, olhamos os mais experientes como quem está interferindo em nossa liberdade. Na verdade não é assim e a experiência está sempre disposta a ajudar e muitas vezes para ajudar, prefere até se calar. Vamos pensar nisso?
João Prim
Líder Comunitário
Palhoça – SC
27/04/2016.
domingo, 17 de abril de 2016
Marcos vai em paz e olha por nós.
Em sete de novembro de um mil novecentos e sessenta e um, nascia em Curitiba, Marcos Antônio Fari. Viveu em Campo Alegre até os quinze anos, retornando para Curitiba onde se casou com Márcia em dezoito de setembro de um mil novecentos e oitenta e dois. Dois filhos, duas noras e três netos. Um no céu, um com sete meses de idade e um a caminho. Sua vida sempre foi voltado e engajado à Igreja Católica Apostólica Romana. Como Seminarista, grupos de jovens, Emaús, casais Encontristas e finalmente Cursilhista. “Movimento de Cursilhos de Cristandade do Brasil”. Este Movimento ligado a Igreja Católica, está presente em quase cem Países do mundo. Fundou a Pastoral da Sobriedade na Paróquia São Judas em Jaraguá do Sul e levou ao Bairro Santa Luzia, a Escola do Cursilho. Nos últimos anos a residência era neste Bairro, Santa Luzia de Jaraguá do Sul – SC. Na sua vida profissional, era Gerente Comercial e muito competente, até dezoito de dezembro de dois mil e quinze, quando se aposentou. Com alguns problemas em sua saúde, procurou tratamento e em quatro meses foi vencido. Em treze de abril de dois mil e dezesseis, Marcos fez a passagem definitiva desta Vida para Deus. O que fica para todos nós, neste breve relato de uma Vida? Muitas conclusões, podemos tirar e colocar em nossa prática diária. Nossa Vida pode ser vivida com altos e baixos, mas saber determinar e escolher o melhor em todas as situações foi sempre a escolha do Marcos. Fazia questão em dizer sempre, que com muita serenidade que se mantinha sóbrio há tantos anos. E eram quase dezenove anos, se não estou enganado. Viveu intensamente profissionalmente ao ponto de conseguir expandir a marca da Empresa para várias cidades. Junto levava sua marca de Cristão consciente e com o compromisso de levar o Evangelho aos ambientes. No vacilo quando por algum motivo deixava de seguir algum seguimento, bastava um convite e novamente estava no caminho sem vacilar e sem desistir. Eu sou prova disto. Errar é humano, porém é muito Sagrado e agrada a Deus quando sabemos reconhecer e voltar ao caminho. Jamais presenciei e participei de “Corrente de oração” com tanta intensidade como foi realizado em favor do Marcos em sua enfermidade. Agora alguém poderia dizer que tudo foi em vão, uma vez que o milagre esperado não aconteceu. Mas o nosso entendimento de milagre fica muito aquém do entendimento de Deus. Tenho plena certeza que tudo foi devidamente canalizado em favor do Marcos e após sua passagem, Ele já goza em plenitude na presença do Senhor da Vida e de lá poderá olhar por cada um de nós, que ainda peregrinamos por aqui por mais algum tempo. Afinal, para quem crê a Vida não é tirada e sim transformada. Foi marcante a presença de muitos “Cursilhistas” em seu velório e enterro. Depois de trinta e dois anos na caminhada do “Cursilho”, posso dizer que cantei o “De Colores” mais autêntico e mais intenso de minha vida, juntamente com todos que foram levar sua última homenagem à família. Cantamos, “De Colores é o arco-íris, caminho de luz”. E para alegria de todos, ao chegarmos ao cemitério vimos um belo arco-íris no céu e bem a nossa frente. Deus está presente em toda nossa Vida e nós devemos saber ver os milagres nos símbolos e belezas que o Senhor coloca a nossa disposição. A família com certeza vai realizar grandes obras pelo Reino do Senhor, baseado no exemplo e dedicação que o Marcos deixou. Nós da família do Cursilho e Cristãos, devemos colocar em nossa Vida diária, esse tempero do Senhor e assim pelo nosso testemunho, realizar e fazer cada vez maior a multidão dos anjos do Senhor. Vamos fazer isso? Vamos ser semeadores do Evangelho? Vamos levar o Evangelho aos ambientes? O Senhor da Vida quer isso de cada um de nós. Obrigado Marcos por ter tido a oportunidade de ser seu amigo. Vai em paz, com certeza o Senhor está contigo. Amém.
João Prim.
Conselheiro do Movimento de Cursilhos de Cristandade do Brasil.
Palhoça – SC.
17/04/2016.
quinta-feira, 31 de março de 2016
Nossos valores e práticas do bem vêm do berço.
Há anos acompanhamos diariamente pela imprensa verdadeiras avalanches de denúncias sobre tudo o que acontece em nossa sociedade e o que muitos fazem de errado no sentido de levar vantagens para si, para sua família e para os seus grupos. E em consequência disto, sentimos na pele tudo desandar e muitas pessoas sofrem muito com esse desequilíbrio. Falta de saúde, falta de Educação, falta de segurança, enquanto que pagamos uma das maiores cargas em tributos do mundo. Como isso é possível? Principalmente quando se vê que em outros Países, os cidadãos recebem em benefícios à sociedade, o retorno daquilo que se paga em impostos. Porque aqui é diferente? Vê-se que não há seriedade na condução dos recursos e eles escorregam pelos dedos malvados da Corrupção. Culpa de quem desta prática no Brasil? Muitos de nós podemos dizer que é única e exclusivamente dos políticos. Mas se olharmos em mais profundidade, vemos que isso vem de todos nós e de nossas práticas diárias em todos os sentidos. Nós Brasileiros temos enraizado na veia, o chavão de que devemos levar vantagem sempre. Muitos de nós, colocamos em prática aquilo que aprendeu no berço. Acontece que nosso berço está muito frágil. Com a obrigação de o pai e a mãe ter que correr cada vez mais atrás da máquina do trabalho e pelo próprio cansaço e por acomodação, não sobra vontade e disposição para ensinar os bons valores aos filhos. Deste modo, na maioria das vezes o mundo é quem ensina e do mundo sabemos que não vem os bons valores e as boas práticas do bem. Tudo isso vem de práticas repetidas e de valores que foram ficando pelo caminho. Nada acontece de um dia para o outro. Se olharmos para o passado, vamos perceber que em tempos passados as famílias viviam mais intensamente os bons valores. Já havia Corrupção daquela época, mas em escala muito menor. O fato de não se ter tanto acesso a comunicação, também era um fator positivo e inibidor. Hoje com a comunicação quase que instantânea, faz com que se descobre imediatamente tudo aquilo que acontece. E, parece que tudo virou prática normal e ninguém se sente na obrigação de explicar nada. Estamos permanentemente envolvidos em uma grande bola de neve. Como fazer para resgatar os bons valores e costumes? Depende de todos nós. Precisamos aprender e nos convencer que nossa tarefa e missão é educar nossos filhos para o bem e para que possam ser bons cidadãos. Nenhum povo aprende e constrói uma nação, construindo prisões e sim dando muito valor a educação. Essa deve ser uma prática do berço e deve ser levado às escolas, acompanhado pelos pais com muito interesse. E os pais precisam zelar para que as escolas ensinem bons valores e não contra valores que hoje são ensinados e que muitas vezes os pais nem tomam conhecimento e/ou fazem vistas grossas. Vamos acordar? Está mais do que na hora. Vamos mudar o Brasil? Caso contrário, seremos cobrados por aquilo que não fizemos do jeito que deveríamos ter feito e então será tarde. Vamos fazer enquanto há tempo.
João Prim
Líder Comunitário
Palhoça – SC
31/03/2016.
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